quinta-feira, 24 de março de 2011

O papel

Uma longa e intrigante jornada se passou até chegarmos hoje ao tão utilizado papel. Segundo o capítulo II de Costella (Pág. 23) diversas foram os materiais utilizados para a escrita: Pedra, madeira, concha, metais, ossos de animais, e entre outros, tecido, papiro, pergaminho e papel. O papiro era utilizado pelos egípcios; e o mesmo, como explica Costella nesse mesmo capítulo,tinha o caule cortado longitudinalmente, desdobrando-se em tiras delgadas, passavam por uma série de processos e eram expostas ao sol para secar. E estava pronto para ser escrito. Com o tempo o papiro passou a a abastecer várias regiões da Ásia e da Europa.
Surge a partir daí uma nova ideia: o pergaminho, fabricado com pele de animal e consequentemente, muito mais caro. E o papel... "Cabe aos chineses a glória da invenção do papel" (Costella, 25). Conta ele que um chinês teria apresentado ao imperador uma substância própria para a escrita, fabricada com cascas de árvore, cânhamo e trapos. Esse mesmo chinês acabou por receber um título de nobreza. Mas no fim da história, tudo foi por água abaixo, o papel já havia sido descoberto antes, o pobre chinês perdeu seu mérito.
O papel tinha semelhança com o tecido, em alguns casos tinha até a mesma finalidade, mas acredito que um não tirava a importância do outro, afinal ambos são indispensáveis até o dia de hoje.
E passaram-se tantas "fases" onde o papel foi testado e fabricado de formas distintas uma das outras. O engraçado é que cada região que tinha conhecimento do papel, sentia-se a pioneira na descoberta desse artifício, mas se formos analisar, ele então teria sido descoberto por muitos povos. A mim, intriga esse fato... Afinal, quem descobriu o papel? O papel não é algo que pode-se entender como descoberto, como já mencionei, ele passou por muitas fases e a cada fase houve uma descoberta.

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